domingo, 7 de agosto de 2016

Pra divertir é fundamental distrair

  Em momentos terminais como os que vivemos e com o acesso pleno favorecido pelas mídias sociais, parece que todos têm opinião e, pior, que precisam compartilhar o que acham que pensam. Em primeiro lugar, não é verdade que todos tenham opinião: a maioria apenas repete algo que ouviu falar, ou leu por aí. Logo, nesse caso a opinião não é sua, mas de outrem. Em segundo lugar, não é obrigatório sair por aí dando “sua” opinião sobre tudo. Ok, se lhe pedirem, contribua, mas caso não haja requisição, aguarde o momento adequado, ou simplesmente guarde. Para si.

  A febre mundial do momento é um brinquedo. Um jogo eletrônico que se joga e compartilha “online”, chamado “Pokemon Go”. Quando eu era criança, entre as coisas que mais gostava de ganhar como presente eram os jogos. Pelo simples fato que um jogo se joga com alguém. Seu uso se trata de um momento para compartilhar alegrias, regras, astúcias e risadas. Momentos lúdicos, entende? Nada além disso.

  Fica difícil entender porque tanta gente parece compreender importante negar o tal brinquedo. Como se essa negação fosse arranhar o sucesso que o jogo faz, mundo afora. Não gosta de Pokemon Go? Não baixa o app, não joga. Simples assim. Quem tá preocupado com sua opinião sobre o brinquedo?

  Ah, em tempo: é um passatempo divertidíssimo e que realmente distrai. Por isso tantas notícias de gente que se deu mal em função da distração. Tipo ontem no super mercado, eu puxei o celular para pedir carga no número de um dos filhos e, quando a caixa me viu com o cel em punho perguntou se eu estava caçando dragãozinho? Eu perguntei a que horas ele saía, ela riu muito e comentou que tinha muita gente caçando Pokémons ali. Liguei o app imediatamente e tinha uma cobra cascavel roxa chamada Ekan bem no colo da guria. A empacotadora fez aquela cara de nojo dos que negam a possibilidade do brinquedo ser divertido, torceu o nariz, mas eu mostrei a ela que realmente tinha uma cobra no colo da colega e ela começou a dar risadas. Mostrei a ela como se captura o monstrinho e ela ficou completamente distraída -esse é o intuito da diversão. Quando olhei para o meu carrinho, tinha o dobro de compras do que eu havia adquirido. A empacotadora ficou tão distraída que colocou as compras do próximo cliente no meu carrinho. O dono dos produtos, atrás de mim, de braços cruzados, dando risada da situação comentando que o jogo era mesmo perigoso. Todos rindo. É isso, apenas um brinquedo que distrai a gente. Tanto que acabei esquecendo de por os créditos no celular do caçula. Foi mal aí, filho…

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