quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Criatividade em Nome da Sobrevivência

    Passo esta semana na Agafarma da Getúlio Vargas e a sempre gentil responsável pela loja descobre que não tem as medicações que buscava. Ofereceu para me entregar em casa, assim que eles chegassem, pois havia estoque na distribuidora. Perguntei se teria custo essa entrega, ela foi taxativa: "produtos não encontrados em balcão entregamos sem taxa". Gostei, como não tinha urgência, aguardei e agora há pouco ela avisou que estava mandando meu pedido. Desço para buscar com o motoboy, que já não era tão boy, nem bobo e conversamos sobre a inflação, pois ele sugeriu parcelar em 3 vezes no cartão o valor da compra. Daí pra falar nos preços dos alimentos do dia-a-dia foi um pulo. Ele comentou que, em função da profissão, anda por boa parte da cidade e quando vê uma barbada, pára e faz a compra, mesmo que pra deixar em estoque.

   Gostei e aproveitei pra dar uma dica: "por quê não se junta com alguns amigos motoboys, montam um app para smartphone e criam um serviço por assinatura, onde os assinantes ficam sempre sabendo onde tem essas barbadas. Vocês estarão fazendo o bem e ganhando uns pilas extras, nesse momento tão difícil". O cara sorriu e disse "grande ideia, vou fazer".

   Nos próximos anos, em que a economia deste país vai levar pra retomar o prumo, pilhas de ideias pra empreender, fazendo o bem coletivo e que forem informais, vão proliferar por toda a parte. É como os brasileiros poderão se defender da onda gigante em que se transformou a marolinha daquele falastrão que liquidou com as esperanças, credibilidade e estabilidade de um país que recebeu ajustado.

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