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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Tá Achando Que Dividiram o Brasil?

Em 5 de novembro de 1838 começavam a ruir os Estados Unidos da América Central. Isso mesmo; a exemplo dos irmãos bem sucedidos do norte, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Guatemala se uniram em uma federação forte para melhor explorar o crescente comércio entre os oceanos Pacífico e Atlântico. Os Estados mantinham suas autonomias, como deve ser numa federação, mas raciocinavam e agiam em conjunto, em torno de conquistas e avanços, desde 1824. A total falta de infra-estrutura e comunicação, somados ao conluio carnal de igreja católica com latifundiários, demorou uma geração inteira, mas implodiu o conceito internacionalista na região em 14 anos.

Hoje vemos uma nova internacionalização na América. Desta vez iniciando pela parte sul do continente; a partir da Venezuela, estendendo pelo Brasil até Uruguai e Argentina, alcançando Bolívia e Equador, formando a Federação Bolivariana, com capital em Havana, Cuba. Lembrando que Paraguai, Peru e Colombia já pertenceram à Federação, mas dela jà escaparam e que pretendem anexar Martinica, Guadalupe, Aruba, Bonaire, Curaçao e a Guyana Francesa, exigindo suas completas independências e autonomias. Da mesma forma os bolivarianos reivindicam que a Inglaterra abra mão das Ilhas Malvinas, em favor da Argentina, tema imperativo assumido como uma causa latino-americana e caribenha. Ainda em vista, já que os chilenos se negam a fazerem alianças com países atrasados, exigem que seja retirado um pedaço do Chile e o mesmo entregue à Bolívia.

Voltando à América Central, somente a Nicarágua pertence ao bloco, enquanto El Salvador namora, posto que Honduras não gostou da experiência e pulou fora da barca bolivariana e, pra ir um pouco mais longe, a Federação defende o Estado Islâmico, o Hamas e a ditadura genocida que já matou 200 mil pessoas na Síria, bem como a invasão da Ucrania pelos russos, que aliás vendem armas para todos estes aí. Não termina por aí a pretensão internacionalista da Federação Bolivariana, já que apóia ainda o Movimento de Libertação Nacional Saharaui e da Frente Polisario, pela independência e autonomia de um trecho do deserto do Sahara, formando a República Árabe Democrática Sarahui. 

Ah, os bolivarianos NÃO admitem sequer a existência de tratados internacionais de livre comércio, como a Alianza del Pacifico, promovida por Chile, Peru, Colombia e Mexico, bem como do TransPacific Partnership, que une estes últimos a Estados Unidos, Japão, Austrália, Nova Zelandia, Malásia, Brunei, Singapura, Vietnam e Canadá.

E você aí, preocupado com a divisão fratricida que essa gente causou ao Brasil no processo eleitoral que acaba de encerrar. Melhor olhar além do horizonte, pois eles já dividiram o mundo e todas estas secessões conquistadas através de sangue. Muito derramamento de sangue. Armas russas, planejamento cubano e dinheiro do BNDES, talvez não sejam o suficiente para dividir a humanidade, mas com certeza farão um estrago irrecuperável até 2020. Se o mundo durar e a humanidade durarem tanto.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

No tempo da Reúna

Se não puder ler o texto, ouça, ou então leia e ouça por aqui


Voltava eu da caminhada ao por do sol no Guaíba, naquele horário em que as rádios brasileiras são obrigadas a entrar em cadeia, para reproduzir a nefasta Voz do Brasil, quando peguei aleatóriamente uma das fitas cassete que ganhei do amigo Pablo Fabián e coloquei no toca-fita do meu carro. Qual não foi minha surpresa quando escuto uma das primeiras músicas que dancei em minha vida, bem pertinho, coladinho com uma bela menina, em minha primeira reunião dançante. Penso naquele momento até hoje, especialmente quando encontro a parceira daquela contra-dança, que aliás continua linda e com um sorriso e olhar irresistíveis. Mas deixemos isso pra lá que a gente cresceu e ela é casada e, ainda que eu sinta a mesma ternura e atração por ela, não é certo se meter na vida dos outros, ainda mais se for pra atrapalhar.


Mas voltando à trilha sonora que rodava no toca-fitas do meu carro, ouvir aquela canção foi um mergulho imediato, num passado longe… longe. Daquele momento em que eu e meu metabolismo queríamos muito ficar próximo das gurias, mais especificamente: do corpo das gurias. Sentir aquele calor, o perfume, o toque de pele, de cabelo, ver de perto o olhar fugidio e, até mesmo tentar alguma coisa mais ousada. Era a infância chegando ao fim e a adolescência entrando sem pedir licença.

Acho que a primeira novela de televisão que chamou minha atenção foi um pouco antes de chegar nesta época. Beto Rockefeller, aquela que falava de coisas e hábitos da geração a qual eu pretendia pertencer. Qual não foi minha surpresa ao ingressar no mundo noturno e quase adulto das “reúnas” e reconhecer tantas músicas que tocavam na trilha da novela. Era abraçar a menina, dançar coladinho, fechar os olhos e me imaginar gente grande. Sem falar em tantas outras melodias que fui conhecendo enquanto rodava os pés pelo chão de tantas garagens, das casas dos pais de amigos. 

Música tem essa capacidade de levar nosso pensamento a lugares mágicos, que estariam perdidos num passado distante. Às vezes basta ouvir alguns poucos acordes daquela canção que nem lembrávamos mais, para surgir uma torrente de imagens e lembranças prazeirosas.

Assim é a vida. É bela… cheia de momentos mágicos, que construímos para nos dar alegria no futuro. E nem sabíamos disso no momento em que estávamos realizando as proezas. Seja por causa de um rostinho colado, de um beijo roubado, de uma luz negra fazendo do salão quase uma alcova, tudo isso forjou nossos sonhos e povoam nosso imaginário até hoje. Memórias que nos mostram que a felicidade existe e provam a nós mesmos que, mesmo num mundo agitado onde se convive com as conquistas e derrotas o tempo todo, NÃO é tão difícil assim ser feliz. Basta a música certa e ter construído essa lembrança.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

E Vai Rolar a Festa

Impossibilitado de ler o texto? Então ouça a versão sonora feita pelo autor por aqui

Quatro longos meses de resguardo encerram agora. É um assunto pessoal, mas é uma fase que encerra. Uma fase de repouso e tratamento que iniciou uma semana antes da Copa do Mundo. Sofri um acidente que me colocou a nocaute e quase me obrigou a instalar próteses para voltar a caminhar. Que bom ter a SORTE como parceira inseparável, já que a falta de juízo quase me tira de circulação, por um prazo difícil de calcular e com consequências imprevisíveis.

Mas não é pra me queixar que conto esse pequeno drama pessoal. Pelo contrário: é pela alegria que tudo isso me trouxe. Durante este período, cada vez que pegava as muletas pra poder sair de casa, pude observar melhor quanta gente pelas ruas leva uma vida com dificuldades de locomoção. A maioria destas pessoas carregando limitações superiores à minha, sendo que um número bem expressivo não terá a oportunidade de abandonar o uso de muletas ou cadeiras de rodas em meses, sequer anos, muitos para o resto de suas vidas. Então, este período que chamei de “longo”, não passa de um lapso temporal, se comparado a uma vida toda. Isto me traz um sentimento de alegria e gratidão gigantescos.

Ao mesmo tempo que vi gente considerada “normal” tomar vagas de estacionamento preferencial, fui coberto pela solidariedade de pessoas que jamais havia visto e, provavelmente, não tornarei a ver. Palavras, olhares, gestos e atitudes que me comoveram, mostrando que SIM, existe muita gente boa no mundo. E eu, um ser humano que perdeu a fé na humanidade há muito tempo, sinto uma alegria imensa em poder descobrir que viver sempre vale a pena, mesmo em uma sociedade estressada como é a nossa.


Este período de tratamento e repouso me permitiu fazer o que a vida atribulada não nos permite mais: descansar. Ler muito, estudar bastante, participar de grupos de discussão, aprender a trabalhar com novas ferramentas, ou simplesmente a ficar mais tempo em casa. Uma espécie de férias forçadas, da qual sempre se sai renovado e cheio de energia pra enfrentar o mundo com toda disposição e ânimo. Assim sendo, mundo, pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto que EU TÔ VOLTANDO. Daqui pra frente, amigos, tenham certeza de que VAI ROLAR A FESTA…

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ACABOU

Preguiça de ler? Então ouve a versão sonora do texto, por aqui


A-CA-BOU!!! TER-MI-NOU!!! Enfim a eleição está encerrada. Que dificuldade conviver com tanta democracia. Até parece que, neste país, é proibido escolher. Enfim, agora é tarde e inês é morta, em pelo menos metade dos estados de nossa republiqueta de bananas. Como já disse em outra oportunidade: que eleiçãozinha chata. Vou te contar. Ainda bem que já é passado.

Assistimos a maior polarização da história recente deste país, quando o debate político das idéias deu lugar ao bate-boca generalizado, com agressões muito próximas da violência física, fora a truculência verbal que correu solta por tudo quanto é canto, em especial nas redes sociais.

Claro que o alívio seria ainda maior se não houvesse um segundo turno, ainda em metade dos estados desse Brasil sem porteira, pra não falar da finalíssima pela vaga à presidência da República. Então, em nome da democracia, faremos uma breve pausa e, em seguida retomaremos a pauleira, até dia 26 de outubro, data em que acontece a derradeira votação deste ano. Até lá… oremos.

Apenas uma semaninha para respirarmos aliviados e podermos assistir nossos programas preferidos de rádio e televisão, nos horários que estamos acostumados, já que a partir deste fim de semana aquela chatice do horário político eleitoral volta ao ar. Uma dizendo que vivemos no paraíso e o outro tentando provar que estamos no inferno. Melhor preparar um purgante, pois vão nos entupir com tanta denúncia e baixaria que corremos o risco disso tudo ficar engasgado… trancado mesmo. Aí enquanto eles se xingam, nós é que ficamos mal(roda bate-boca).

O que importa é que, entre mortos e feridos, salvemo-nos todos. O eleitor brasileiro já fez a parte principal, renovando uma bela parte de parlamentares em nosso congresso. Agora, cabe usar a internet pra fiscalizar essa gente que mandamos a Brasilia. Tem que encher o saco deles mesmo. Com a mesma volúpia que eles gostam de meter a mão no bolso da gente. Nos portais do Senado e da Câmara tem os emails deles. Descubram as arrobas e barras deles nas redes sociais. Não deixem que eles pensem que não estamos de olho. Tem que ficar em cima deles que nem zagueiro em atacante na área.

Combinado então, prezado ouvinte e eleitor brasileiro. A gente vota, mas depois cobra. E assim até o fim do mandato de cada um deles. Essa é a NOSSA parte no negócio. Só votar e não fiscalizar é o mesmo que assinar e entregar um cheque em branco aos políticos. Nada disso. eles têm que ocupar o parlamento pra fazer aquilo que disseram e prometeram. Cabe ao eleitor E-XI-GIR que eles cumpram o que prometeram. Só aí é que a tal da democracia vale a pena. 

E vamos aproveitar ao máximo esta semana de trégua. Afinal de contas, o primeiro turno da eleição A-CA-BOU!!!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Chove lá Fora

Ouça a versão sonora do texto por aqui

Chove lá fora, afinal é começo de primavera. E porque é primavera, venta muito e chove bastante, até o clima quente se estabelecer, para graça do quero-quero e alegria do biguá. Mas nem tudo são flores, já que estamos na semana das eleições.

Pronto… lá se foi toda a poesia da estação das cores e flores. Eita eleiçãozinha chata. As redes sociais tornaram-se insuportáveis; conversa de bar só com pessoas escolhidas a dedo; ler jornais e revistas ficou impossível e a manipulação do poder econômico inviabilizou o acompanhamento de blogues. Coisa triste essa polarização insana do pensamento; ou você é a favor do governo e sua continuidade, ou é coxinha, direita, capitão do mato, torce pela volta da ditadura militar… e por aí vai.

Isso é de uma chatice suporífera. O que era pra ser democracia, neste país virou ofensa. Todo aquele que não se alinhar ao pensamento único vigente, é um candidato imediato ao paredão virtual de ofensas pelos muitos milhares de soldados online. Terá suas postagens denegridas e denunciadas como ofensivas, até que o gestor da rede bloqueie e retire a publicação. Ou seja: não importa se é primavera, boi não pode voar e passarinho não pode cantar à toa.   Só pode cantar se for a ladainha de uma catilina programada por quem está no poder e de lá não aceita sair dentro de um processo democrático. 

Mesmo assim, apesar de você, não há mal que sempre dure. Com ou sem a truculência que vem sendo aplicada das mais absurdas maneiras pelos poderosos e seus asseclas, a verdade e a alegria acabam aparecendo. E o poder da alegria do algo mais e da simpatia é imbatível. Pode ser adiado, protelado e postergado, mas jamais evitado.

Por isso eu digo é que moro, num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. E, mesmo que nesta semana tenha eleições nem a chuva, nem o ranço podem ser motivos suficientes para deixar de mau humor quem carrega no coração a certeza que um dia esse país sai do atraso. 

Então conversa com gente lúcida, esclarece as dúvidas que restam, escreve a cola com os números dos candidatos e vai pra urna, neste domingo, cumprir com a tua parte. Não importa qual o resultado. Se você votar convicto de estar certo, tanto faz o que diz a pesquisa, ou aquele bando de patrulheiros que passam o dia ditando regras. Seja você mesmo. Seja feliz! Ganhar e perder faz parte do jogo. O que importa é estar em paz consigo mesmo. Depois é só alegria!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Tablets e Smartphones elegeram Obama

O mundo aprendeu, 4 anos atrás, que uma estratégia bem montada e eficiente nas redes sociais podia ser definitivo nas campanhas eleitorais. Foi através delas que Barak Obama conseguiu o diferencial de eleitores e votos para chegar à Casa Branca. Depois disso uma multidão de especialistas mergulhou nas táticas e estratégias e disseminou planetariamente as técnicas que fizeram das mídias sociais um diferencial para a antiga política e forma de arrecadar votos. Pois na re-eleição que Obama acaba de conquistar, por uma vantagem razoavelmente apertada, o diferencial ficou por conta do uso correto e inteligente de tablets, smartphones e seus usuários, como rede de apoio.


Estatísticas divulgadas após a contagem dos votos dão conta de que 60% dos eleitores norte-americanos com idades entre 18 e 29 anos votaram pela manutenção do presidente democrata no Salão Oval. Casualmente situa-se nesta faixa etária o principal grupo de usuários dos novos e convergentes equipamentos de internet móvel. Quer saber como?

A mais simples foi a contratação do suporte Payvia nos últimos 3 meses de campanha para facilitar a arrecadação de donativos via SMS, com valores acrescentados às contas telefônicas dos doadores. O sistema é tão simples e eficiente que também foi utilizado pela campanha do adversário Mitt Romney. O diferencial, segundo Darcy Wedd, presidente do Payvia, que Obama construiu uma rede social muito forte nos 4 anos anteriores, possibilitando que jovens tuiteiros fizessem doações de 10 Dólares em massa. Como se não bastasse, na reta final disponibilizou um "app" para smartphones e tablets onde a doação era "facilitada" com o simples download gratuito e 1 clique no botão "doação", cujo valor era definido pelo próprio simpatizante e valor descontado da conta autorizada.

A estratégia mercadológica principal foi a divulgação de imagens com celebridades e desportistas famosos fazendo suas doações com seus aparelhos móveis. Colou tanto que dos mais de 1 Bilhão de Dólares arrecadados pela campanha de Obama, a capilarização desta rede atingiu os 10 milhões de doadores individuais. E ainda tem gente capaz de falar em campanha eleitoral custeada por fundos públicos. Basta usar a inteligência e parar de falar bobagens, olhar pra frente e vencer o passado.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eleições "off line": isto tem de ter fim

Ontem foi dia de eleições na Sicília. Os eleitores da simpática ilha ao sul da península Itálica foram às urnas para escolher seus representantes e Presidente no Conselho Regional. O equivalente mais próximo seriam nossas Assembléias Legislativas, com a diferença de que o Presidente escolhido, através de partidos ou coligações que obtiverem a maioria, atende a um cargo semelhante ao nosso governador. Sem querer ingressar nas minúcias da política italiana, em especial da Sicília, o fato marcante é de que o voto não é obrigatório. Em função disto a abstenção atingiu inacreditáveis 48% do eleitorado.

Assim sendo, vamos viajar para um continente do outro lado do Atlântico e lembrar que os Estados Unidos têm eleições majoritárias agora, na terça-feira 6 de novembro. Apesar de não ser feriado, ou domingo, 63% do eleitorado da terra do Tio Sam foi às urnas há 4 anos, apresentando a menor taxa de abstenção desde 1960. Nas terras de Obama e Romney, as eleições tampouco são obrigatórias. Tudo indica que a participação através do voto será ainda maior este ano, pois a comunidade latina está com muito medo do retorno eventual de um Republicano à Casa Branca em época de crise financeira. Pesquisas reveladas esta semana dão conta de uma participação maciça da comunidade latina no pleito que decide pela manutenção de Obama, ou se o Salão Oval será ocupado por um branco pelos próximos 4 anos. Caso o furacão Sandy não atrapalhe de forma expressiva o dia-a-dia do populoso nordeste dos Estados Unidos, tudo leva a apostar que teremos uma abstenção inferior aos 36% do eleitorado.

E no Brasil, onde o voto é obrigatório e a multa por não votar pouco superior a uma tarifa de ônibus urbano, o eleitorado comparece mais? Em Pelotas, único colégio eleitoral gaúcho onde houve 2º turno, 18,14% dos cidadãos com direito a voto deixaram de ajudar o vitorioso Eduardo Leite, ou de melhorar a perfórmance de seu oponente derrotado, a velha raposa petista Eduardo Marroni. Estatística muito próxima do comparecimento às urnas no maior e mais importante colégio eleitoral do país, São Paulo, onde 19,99% dos eleitores deixaram de ajudar Fernando Hadad a aposentar José Serra da vida política nacional. Ou não, vai que esses quase 20% eram eleitores tucanos que decidiram entre si colocar as pantufas no velho vampiro da política paulista..?

Bem, se nos Estados Unidos a intenção de voto das minorias assustadas conduzem a uma participação cada vez maior através do voto, na Sicília vemos o indicativo de que o voto facultativo não empolga muito os eleitores a saírem de casa em nome de governos futuros. Já no Brasil, onde o voto ainda é como nos tempos dos currais eleitorais, obrigatório, vemos que 20% da população dá claros indícios de que nem obrigado quer votar. 


Mas e se não fôssemos uma democracia a cabresto, com a obrigação de votar em cada pleito? Será que aumentaria dramaticamente a abstenção? Minha opinião é de que isto não aconteceria, desde que os tribunais eleitorais tomassem uma única providência: possibilitar o voto pela internet. Afinal, se a declaração do imposto de renda já é feita desta forma e o voto é feito através de uma urna eletrônica, só não é feito online porque não há vontade política para tal. Se um dia isto mudar, é certo de que a abstenção no Brasil não vai aumentar significativamente. Tende até a diminuir.