Pesquisar este blog

quarta-feira, 17 de julho de 2024

A Visão do Colonizador - originalmente publicado em 16/07/2014

Desde 2008 TODA Europa vive uma crise sem precedentes desde a implantação do Euro. Países inteiros afundaram, seja na débâcle da produção industrial da Itália, do desesperante desemprego num país com vocação de serviços como Portugal, no desacerto da eterna irascibilidade da Espanha, pra não falar da Grécia e anexação dos países do leste. Só quem surfou acima da crista da onda, neste período, foi o criador do Euro, a Alemanha e não pensem que foi por desígnio divino, afinal os alemães foram os primeiros a anexar um país quebrado do leste europeu, a sua metade comunista em 1990, numa decisão que acarretou aumento de impostos, mas que redundou na liderança política e econômica do bloco europeu. A França, por seu hábito histórico de aderir ao líder do momento, conseguiu sair-se de uma forma razoável, mas os desmandos e corrupção no governo Sarkozy foram tamanhos que o país também adernou.

Nesse contexto os europeus olham atentamente aos movimentos dos emergentes e ficam absolutamente sensibilizados com o ocorrido no Brasil, durante o mesmo período. A nação tupiniquim nada deve ao famigerado FMI, enquanto quase todas as nações européia, inclusive os franceses, tiveram de recorrer a fundos internacionais de socorro pra não quebrarem. Enquanto o Brasil vive um momento de pleno emprego, as principais nações do Velho Mundo convivem com níveis assustadores de desemprego, sem perspectiva de reversão da tendência. A imigração massiva de africanos nas décadas de 80 e 90 e dos europeus do leste, na sequência, criou uma zona de conforto e gerou uma cultura de não botar a mão na massa pra fazer o trabalho menos nobre. Aí, o que fazer quando faltam empregos considerados mais nobres?

Talvez por estes motivos, os europeus não conseguem entender a imensa oposição em todos os níveis que sofre o governo brasileiro na atual conjuntura. Eles sonham com a prosperidade em que vivemos. Não conseguem compreender que 12 anos é o tempo que leva uma criança pra entrar na escola e de lá sair cidadão, preparado para a vida e para a sociedade. Esta passagem não foi feita no Brasil do Bolsa Escolas e tantas filantropias com o dinheiro do bolso da classe média e os europeus não entendem porque os brazucas querem mais do que as migalhas. Não conseguem entender porque tanto reclamamos por escola pública de qualidade desde o ensino fundamental, ou porque exigimos um atendimento de saúde digno da quantidade de impostos paga pelos cidadão deste país sulamericano.

Ficam absolutamente espantados quando o chefe-de-Estado leva uma vaia e é "louvado" em um estádio quando o mundo inteiro assistia abertura e encerramento de uma Copa do Mundo. Afinal, para os europeus é comum chefe-de-Estado assistir jogos em estádios. Claro, não sabem os inocentes que no Brasil isso só acontece por motivos especiais e que os políticos não se misturam à patuléia em sua rotina habitual.

Assim, não entendem os europeus como, um país como o Brasil, em que todos os índices são positivos, a população não está satisfeita e não pretende a manutenção do sistema. É mais uma vez a visão do colonizador que não aceita ao colonizado o direito de emergir para uma realidade própria, soberana, onde as novas nações tomam as rédeas e o rumo da própria condução. Sim, o Brasil cresceu e mudou muito nestes últimos 12 anos, mas é hora de sair da infância e assumir sua própria independência e isso só se fará em plena vigência do Estado de Direito, que hoje está subjugado pelo grupo que ocupa o poder. E com democracia, cujo pilar mais sólido é a alternância de poder. Em qualquer parte, basta olhar a história, onde um mesmo grupo ficou no poder por muito tempo, o resultado foi o retrocesso, a corrupção e o autoritarismo.

Os brasileiros querem mudar. Mudar para melhor. Isso os europeus não conseguem entender. O que mais podemos querer além de empregos e bolsas assistenciais? É isso que decidiremos em outubro. As cartas estão dadas e começou a eleição

terça-feira, 16 de julho de 2024

Coisas da vida de uma nação livre

Sei que a maioria dos que estão aqui são cientes que a 2ª Emenda da Constituição que melhor funciona no planeta, a dos EUA, garante a posse de armas no mesmo nível da liberdade de expressão, imprensa, religião ou reunião. Isso deve-se ao fato de que um povo que vive em liberdade, não pode ser subjugado por forças como o crime organizado, nem mesmo pelo Estado. Metade dos estados americanos sequer exigem porte de armas, que podem ser compradas com pouquíssimas restrições, desde que elas sejam portadas à vista dos demais cidadãos. Só alguns estados exigem porte de arma, isso no caso dela não estar publicamente visível.

Morei no Texas, estado onde até os cães andam armados e a coisa mais normal é ver uma, duas ou mais carabinas penduradas num suporte interno junto ao vidro traseiro da cabine das pick-ups. Lá todas as famílias têm um confortável carro urbano e uma pick-up. Dentro dessa rotina, Mr. Matthew Brian Crooks, terapeuta especializado em fornecer suporte emocional e psicológico, ajudando pessoas a lidar com questões como depressão, ansiedade, estresse e problemas familiares, foi à loja de armas da pequena Bethel Park, Pensylvania, no semestre passado, para acrescentar um fuzil AR15 à sua coleção de duas dezenas de outras armas.
O filho Thomas queria muito pertencer à esquadra oficial de tiro da escola local, mas foi rejeitado. Diziam ser um péssimo atirador. O jovem da família Crooks não se deu por vencido, ingressou em um clube de tiro da região, onde treinou à exaustão pipocos de fuzil em alvos distantes a mais de 200m. O que levou o jovem Thomas ao ato desenfreado de atentar contra a vida de um ex-presidente do seu país, ainda ninguém sabe, mas esse loiro, filho de pai e mãe americanos, da típica classe média do interior dos EUA, comprova que assim é a vida em um país livre: desatinos individuais não se sobrepõe aos direitos da sociedade e, em um país livre, o direito às armas é garantido pela lei