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terça-feira, 16 de julho de 2024

Coisas da vida de uma nação livre

Sei que a maioria dos que estão aqui são cientes que a 2ª Emenda da Constituição que melhor funciona no planeta, a dos EUA, garante a posse de armas no mesmo nível da liberdade de expressão, imprensa, religião ou reunião. Isso deve-se ao fato de que um povo que vive em liberdade, não pode ser subjugado por forças como o crime organizado, nem mesmo pelo Estado. Metade dos estados americanos sequer exigem porte de armas, que podem ser compradas com pouquíssimas restrições, desde que elas sejam portadas à vista dos demais cidadãos. Só alguns estados exigem porte de arma, isso no caso dela não estar publicamente visível.

Morei no Texas, estado onde até os cães andam armados e a coisa mais normal é ver uma, duas ou mais carabinas penduradas num suporte interno junto ao vidro traseiro da cabine das pick-ups. Lá todas as famílias têm um confortável carro urbano e uma pick-up. Dentro dessa rotina, Mr. Matthew Brian Crooks, terapeuta especializado em fornecer suporte emocional e psicológico, ajudando pessoas a lidar com questões como depressão, ansiedade, estresse e problemas familiares, foi à loja de armas da pequena Bethel Park, Pensylvania, no semestre passado, para acrescentar um fuzil AR15 à sua coleção de duas dezenas de outras armas.
O filho Thomas queria muito pertencer à esquadra oficial de tiro da escola local, mas foi rejeitado. Diziam ser um péssimo atirador. O jovem da família Crooks não se deu por vencido, ingressou em um clube de tiro da região, onde treinou à exaustão pipocos de fuzil em alvos distantes a mais de 200m. O que levou o jovem Thomas ao ato desenfreado de atentar contra a vida de um ex-presidente do seu país, ainda ninguém sabe, mas esse loiro, filho de pai e mãe americanos, da típica classe média do interior dos EUA, comprova que assim é a vida em um país livre: desatinos individuais não se sobrepõe aos direitos da sociedade e, em um país livre, o direito às armas é garantido pela lei

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