Originalmente publicado em 8/7/2019
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quinta-feira, 8 de julho de 2021
Taxi Também É Cultura
terça-feira, 6 de julho de 2021
Oswaldo Eustáquio Conta Pela 1ª Vez O Que Sofreu Na Prisão
Entrevistei ontem, 5/7/2021, o Jornalista Oswaldo Eustáquio. Minha primeira pergunta foi: “você estudou Comunicação e se formou em Jornalismo?” A resposta foi “sim, cursei faculdade por 4 anos e me formei Jornalista em 2008. A segunda pergunta foi: “você registrou o diploma no Ministério do Trabalho e FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas, órgãos que conferem a certificação da profissão?” A resposta também foi positiva, confirmando que não só é Jornalista profissional há 13 anos, como é Pós Graduado e premiado, inclusive pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná, seu estado natal. Então por que raios a extrema imprensa insiste em o (des)qualificar como “blogueiro”?
Quando tocamos no assunto, a meu lado na entrevista estava o Jornalista Júlio Ribeiro, da Press Advertising e Rádio Guaíba, o comentário de Eustáquio foi: “a esses veículos da extrema imprensa que tentam me qualificar como blogueiro, quero dizer que não tenho nada contra a ocupação. Eles podiam me dar um blog pra eu escrever que eu me tornaria blogueiro com prazer”.
O Jornalista paranaense, residente em Brasilia, informa que sempre circulou facilmente por todos os meios, até 2014, quando passou a defender sua posição contra a esquerda e o governo do PT. A partir dali deixou de ser aceito e passou a ser alvejado em todas as mídias. Este processo de assassinato de reputação culminou em Junho de 2020, quando Alexandre de Moraes determinou sua prisão por supostos “atos contra o STF”. Eustáquio passou 1 ano e 5 dias preso por conta do inquérito dos “Atos Anti-Democráticos”, algo que surgiu por conta de uma “fake news” criada por um deputado federal que já admitiu ter inventado tudo.
Hoje usuário de uma cadeira de rodas, contou durante a entrevista, pela primeira vez, como tornou-se paraplégico na prisão. “Quando eu chego no presídio, eles me levam para a cela 13, coincidência ou não, das 14 daquela ala, contendo algo como 35 detentos cada, embora sejam feitas para 8. Um agente penal disse: ‘você é um animal’ e não aceitei e disse ‘você que é…’ foi quando levei a primeira porrada e aí me colocaram num corredor polonês com mais de uma dúzia deles. Fui vítima de uma prática chamada de ‘extração’, um te pega um braço e torce, outro pega no outro braço e torce, um te pega o pescoço e sufoca… Na Papuda eles dizem que o sujeito que aguentar isso por 45s é ‘homem’. Machucado, ensanguentado fui jogado na solitária. Naquele momento faltou água na Papuda e só voltou 2 dias depois. Quando eu fui tentar tomar um banho, estoura o chuveiro. Fui tentar arrumar e estoura o cano do chuveiro e começa a inundar a solitária. Eu subo no vaso pra tentar arrumar, caio e perco os sentidos e sou retirado de lá inconsciente. A partir desse acidente eu não senti mais as pernas. Fui levado para o Hospital de Base, de Brasilia e aí começou meu périplo. Atualmente estou fazendo 4 horas de fisioterapia por dia, já consigo mexer um pouco os pés e pernas, mas ainda não consigo me sustentar de pé, mas se precisar, eu vou pra cima deles de cadeira de rodas mesmo.”
domingo, 25 de abril de 2021
Homessa
Homessa - expressa admiração, surpresa, irritação; equivale a ora essa! ou a e essa agora!: "Que diabo tem você com as cabeçadas de seu mano José?... Homessa!" (Aluísio Azevedo, O mulato)
Este último ficou conhecido em São Paulo através dos programas de TV que levou ao ar pela Record, durante mais de uma década, interpretando o Palhaço Arrelia: “olá, como vai, como vai… eu vou bem, muito bem, bem, bem” era seu bordão de apresentação, que virou até marchinha. Grande e desengonçado, porque queria, já que era trapezista, função onde todos os movimentos precisam ser friamente calculados. No cinema, onde nem sempre interpretou o palhaço, ele se expressava de uma maneira peculiar, pontuando suas frases com a expressão “homessa”. Quase com a mesma insistência que costumo usar meus pontos reticentes e de exclamação.
sexta-feira, 9 de abril de 2021
Benefício do Mal
“Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá logar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho”
Sou um otimista incorrigível. Mesmo lesado por esta infindável pandemia, sigo olhando para a metade do copo cheia. Uma vizinha pediu para eu alugar minha garagem, já que não tenho mais carro e usava o espaço como depósito. Aproveitei o Carnaval para fazer uma limpa no local e dentro das caixas e mais caixas ali depositadas haviam livros… muitos livros. Separei aqueles que não me interessavam e doei à SPAAN, os demais subi para meu apartamento.
Ao tentar organizá-los nas estantes espalhadas pelo ambiente, reparei vários títulos com autoria de Machado de Assis -sempre que vejo algo dele em sebos adquiro na hora- e tornei a ler nosso escritor maior. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas o personagem Quincas Borba é apresentado e lembrei que entre os achados havia uma edição crítica do livro contando a história deste. Quincas é um doidivanas genial, que criou uma religião chamada Humanitismo e quando está a passar ensinamentos desta filosofia a seu fiel auxiliar Rubião ele cria a figura com que abri este texto para exemplificar a “desimportância” da vida humana, segundo o Humanitismo, onde estar vivo ou morto são apenas 2 lados da mesma existência.
Ou seja: se até para Machado de Assis, através do personagem Quincas Borba, uma epidemia tem seu lado positivo, quem sou eu para choramingar e reclamar que é só tristeza? Afinal, esse tempo trancafiado em casa trouxe a possibilidade de colocar a literatura em dia e como dizia Einstein, “uma mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”. Se ao longo dos 13 meses que já dura esse isolamento social não houve aumento do saldo bancário nem da musculatura, ao menos a mente teve ganhos e aprendizados.
Não há mal que não venha pra bem, nem mal que sempre dure..!
Constritador - aquilo que causa tristeza
quinta-feira, 1 de abril de 2021
O Tempo Passou
Voltando ao evento, tratava-se de um concurso pra ver quem come mais hambúrguer. O recorde da edição anterior do ágape era de 8 sanduíches devorados em 8 minutos. O autor da proeza, evidentemente tb estaria presente. Um animal com metade da minha idade e maior que eu, só que não gordo, mas uma porta de forte. Fomos sentados a uma mesa comprida, ele numa ponta e eu na outra, com outros ogros no meio, todos dispostos a acabar com o estoque da hamburgueria, td isso regado à boa cerveja artesanal. E assim foi dada a largada.
domingo, 1 de novembro de 2020
Do Pasto Para o Campo, o Boi Corneta Segue Mugindo
"Corneteiro. Torcedor que, sempre insatisfeito, se sente no direito de exigir a demissão do técnico e critica jogadores. A origem está na cultura dos boiadeiros –vem de boi-corneta, animal que, com os mugidos, reúne o rebanho em torno de si"





